Com certeza algum dia você já se deparou com alguma dúvida de português ao escrever uma simples oração. Nossa rica língua portuguesa tem diversas armadilhas. Nesta edição iremos falar brevemente sobre algumas armadilhas que encontramos com freqüência quando escrevemos.

HOMÔNIMOS E PARÔNIMOS
Homônimos são palavras que têm pronúncia ou grafia igual e parônimas são aquelas que têm pronúncia ou grafia parecida. Eis algumas das principais que geram confusão:
acender – atear fogo a
ascender – subir, elevar-se
caçar – perseguir ou apanhar animais
cassar – anular
censo –recenseamento da população
senso – juízo claro, siso
cessão – ato de ceder
seção (ou secção) – divisão, corte, compartimento
sessão – tempo de uma reunião.
deferimento – ato de deferir, ou seja, atender, conceder
diferimento – adiamento, ato ou efeito de diferir
prescrever – receitar, ordenar
proscrever – desterrar, abolir, proibir
vultoso – volumoso
vultuoso – com congestão da face

Além dos homônimos e parônimos, abaixo citamos mais alguns grandes geradores de confusão na hora de escrever:

À MEDIDA QUE E NA MEDIDA EM QUE
À medida que – é o mesmo que “à proporção que”.
Na medida em que – equivale a “porque, já que, uma vez que”.
Aqueles alunos ficaram desmotivados, na medida em que suas reivindicações não foram atendidas.

HÁ E A
– indica tempo transcorrido e pode ser substituído por “faz” (fazer também com idéia de tempo transcorrido)
Há (=Faz) dias, viu-a no shopping.
Forma incorreta: Há dias atrás, viu-a no shopping. (Quando usar há, não use atrás, pois é redundante)

Outra alternativa é: Dias atrás, viu-a no shopping.

A (preposição) – indica idéia de futuro ou de distância.
As inscrições começarão daqui a três dias. São Paulo fica a 484 km de Curitiba.