Dificuldades da Tradução de Textos Jurídicos

1) Nem sempre existe SÓ UMA equivalência para cada palavra, então, é preciso estar atento e entender as nuanças da língua para saber que tradução usar. Por exemplo, no caso da palavra “arquivamento” em alguns caso pode-se traduzir como “shelving” ou como “registration” ou como “filing” (cada um com um significado em inglês diferente, no entanto, TODOS corretos).

2) As estruturas e os instrumentos jurídicos (e comerciais) utilizados no Brasil e em outros países em muitos casos são completamente diferentes e não existe equivalência EXATA. Exemplo claro disso é a diferença entre as estruturas dos Tribunais em países diferentes. É preciso tomar muito cuidado, pois em alguns casos “supreme court” significa tribunal de primeira instância e em outros significa a suprema corte de um Estado.

3) Por serem sistemas jurídicos e comerciais (e até culturas) distintos em muitos casos não existe tradução consagrada, portanto devemos pesquisar e explicar da melhor forma possível a mensagem do idioma original. O melhor exemplo da dificuldade de transmitir idéias/fatos que não existem em outros paises, é o fenômeno do “arrastão”.

ALGUMAS FERRAMENTAS UTILIZADAS NA TRADUÇÃO JURÍDICA

  • Dicionários bilíngües inglês/português: os mais conhecidos são o Noronha e o da Maria Chaves de Mello.
  • Dicionário português: O Dicionário de Vocabulário Jurídico do De Plácido e Silva
  • Dicionário inglês: Blacks Law Dictionary